Sobre o evento

V HORTOLÂNDIA TEM ANGOLA – “Resistência Viva em tempos de Pandemia” 2021

Projeto contemplado no edital 154/2020, na categoria de Patrimônio Imaterial, via Inciso III da lei Aldir Blanc, o evento “V Hortolândia tem Angola: Resistência viva em tempos de pandemia” este ano celebra o reinventar-se ao qual nos entregamos, cada qual a seu modo no enfrentamento das consequências cotidianas da pandemia da Covid 19.  Nossas vidas vem sendo impactadas de forma extrema, desde março de 2020, pela pandemia da Covid 19... Uma calamidade publica sanitária de proporções nunca antes vista, que tem arrastado de forma descomunal vidas, sonhos e projetos humanos. Nos recompormos e reestabelecer nosso lugar no campo de batalha, traçando novas estratégias e formas de dar continuidade a nossas ações foi uma tarefa cheia de exigencias, que impuseram o fim de certos modelos e a incorporação de novos.

 Realização do Contra Mestre Léo Lopes da Escola de Capoeira Angola Resistência (ECAR) em parceria com a Secretaria de Cultura – Secult Hortolândia o evento acontece de 19 a 22 de julho de 2021 no período noturno (19h às 21h30). 

Devido as restrições decorrentes da pandemia, todas atividades serão realizadas de forma virtual, com transmissão pelo canal do youtube da Secult e retransmissão pela página do facebook Hortolandia tem Angola.

Histórico

Hortolândia tem Angola é um evento que é realizado anualmente desde 2016 no município. O mesmo trata-se de uma iniciativa de celebração e transmissão de saberes da Capoeira Angola, patrimônio imaterial brasileiro reconhecido pelo IPHNAN em 2008 e como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2014.

  Desde a primeira edição o evento recebe pesquisadores, Mestres e Mestras de peso nacional e internacional na cultura da Capoeira como M. Topete (Campinas-SP), M. Bigo (SP/SP),  Mestra Nani (Salvador/BA), Pedro Abib (Salvador/BA), M. Roxinho (Sidney - Australia), M. Pequeno (Campo Grande – MT), Mestre Zé Bahiano (São Sebastião – SP), Mestre Raimundinho (Jacarei-SP), Mestre Zequinha (Piracicaba – SP), M. Moreno (Itaquera-SP), M. Plinio entre outros.

O evento congrega também outras manifestações da cultura popular brasileira contando com apresentações e vivencias de outras manifestações como Samba Rural Paulista, Mamulengo, Samba de Roda, Orquestra de Berimbaus, entre outras.

No que diz respeito a economia criativa Hortolândia tem Angola, tem favorecido os produtores artesanais de adereços, instrumentos musicais e moda afro, oferecendo espaço para exposição e venda de seus trabalhos.  No que tange ao turismo afrocentrado, em sua primeira edição realizamos o encerramento do evento na comunidade do Quilombo Brotas, primeira comunidade quilombola urbana, reconhecida no Brasil, localizado na cidade de Itatiba-SP, com degustação da gastronomia quilombola, rodas de conversa, visitação na mata e lugares de memória da comunidade.   

Esta será a quinta edição do evento, momento em que pretendemos celebrar a Resistência viva do povo da cultura popular afro brasileira que insiste em sonhar e sorrir a despeito destes tempos tão difíceis, tempos de pandemia.

 Atensiosamente 

Contra Mestre Léo Lopes

(Escola de Capoeira Angola Resistência - Hortolândia/SP